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Para ler

11/03/2017

RECURSOS HUMANOS, DEPARTAMENTO DE GENTE OU DP: Fato ou discurso?

          As denominações ou termos “Recursos Humanos”, “Departamento de Gente” estão na moda. Fica bonito falar. Encontramos essas denominações sempre em balanços sociais e, principalmente, em discursos de presidentes e donos de empresas. Mas o que constatamos no dia a dia nas organizações é que ele, o tal RH/DG, ainda não ocupa o lugar de destaque estratégico que merece. Essa realidade se confirma quando verificamos que mesmo nas grandes empresas brasileiras, pouquíssimas delas possuem o cargo de Diretor de RH/DG. No dia a dia, o que mais encontramos nas empresas é que o departamento de RH/DG é mais um setor subordinado as Diretorias Administrativas ou Industriais. Diretorias essas, que possuem uma infinidade de responsabilidades e prioridades, quase todas de curto prazo, cabendo aos gerentes de RH/DG a heroica tarefa de gerir seus departamentos, geralmente, com insuficiência de verbas, de pessoas e, principalmente, de autonomia para planejar de forma independente e continuada o desenvolvimento, a formação, a prospecção e retenção de ativos ou valores humanos compatível com necessidades estratégicas de curto, médio e longo prazo de suas empresas.
          Para a grande maioria das empresas, o departamento de RH/DG não passa de uma renomeação ou nome moderninho para o antigo DP, responsável basicamente por controles administrativos e burocráticos, com suas despesas lançadas basicamente nas contas relacionadas a despesas ou custo fixo, exatamente como há tempos atrás e bastando uma dor de barriga financeira, para se cancelar ou cortar tudo que estava planejado para o setor.
          As pessoas mudaram a forma de enxergar o trabalho, a concorrência aumentou, o mundo mudou. Vivemos momentos de turbulências/ajustes na economia global, mas também um momento de oportunidades e possibilidades de expansão para vários segmentos no Brasil. Esta faltando ativo humano, gente preparada para expandir operações, pessoas munidas de conhecimento, criatividade, poder de execução, comprometimento e visão empreendedora. Como não existe essa disponibilidade de recursos, nem tempo para capacitar, a alternativa mais rápida e habitual para reposição ou implementação de equipes passa a ser o assedio ou compra do passe de profissionais de outras empresas e, principalmente, de concorrentes diretos. Nunca os headhunters ou “caçadores de talentos” trabalharam tanto nesse Brasil!
          É justamente nesses momentos de turbulências e também de oportunidades que se contabilizam os prejuízos nas empresas que não possuem um departamento de RH/DG de fato, estratégico, bem estruturado, com autonomia e planejamento. As empresas tornam-se vulneráveis e sujeitas a sofrerem baixas de parte de seus ativos humanos, principalmente de talentos em todos os níveis funcionais. Esses ativos humanos levam com eles conhecimentos, experiências e atalhos que podem provocar grandes danos financeiros as suas antigas empresas e mais ainda, se o novo patrão for um concorrente direto e com visão de RH/DG diferenciada, o dano será ainda maior. 
           Concordo que ser efetivo no curto prazo, buscando sempre a redução de custos é vital em qualquer ocasião e empresa, mas simplesmente ignorar o médio e longo prazo na gestão de pessoas é uma temeridade que penaliza cada vez mais o futuro de empresas com potencial de crescimento. Sempre será sensato capacitar e manter uma reserva estratégica de pessoas dentro das empresas com o propósito de suprir as possíveis demandas, principalmente nos cargos estratégicos.

Vamos refletir um pouco, essas perguntas podem mudar a história de sua empresa:
- Na sua visão, a falta de Recursos Humanos capacitado é causa ou efeito?
- Sua empresa possui um departamento de RH/DG ou ainda tem um setor de DP?
- De que forma e com que atenção sua empresa cuida desse ativo tão valioso?
- Sua empresa tem um plano de remuneração e benefícios atualizado e competitivo?
- Sua empresa possui um plano de desenvolvimento pessoal e de equipes?
- Sua empresa possui um plano de atração e retenção de talentos?
- Sua empresa faz pesquisa de clima organizacional periodicamente?
- Quanto sua empresa investe ou já investiu na capacitação e desenvolvimento de suas equipes e principalmente de suas lideranças nos últimos dois anos?
Verifique o que pode ser feito em sua empresa e ação!
Nunca é tarde para começar a fazer o que precisa ser feito.



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