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Para ler

15/09/2016

Arrogância corporativa

VOCÊ PODE ESTAR INFECTADO E NÃO PERCEBE.
São inúmeros os motivos ou fatos que podem contaminar profissionais e empresas com esse mal. O poder ou o sucesso, sem dúvida, são os grandes desencadeadores desse problema.
Alcançar determinado cargo de liderança na empresa, posição de destaque ou representatividade no mercado, a conquista de algum prêmio, exposição na mídia, entre outros fatores, são alguns dos motivos.
Surge a falsa impressão de que já nos bastamos, que já fizemos tudo e o melhor a ser feito. Simplesmente nos sentimos os donos da situação, seres especiais.
Ledo engano! O mercado, o mundo e as pessoas não param de evoluir e se transformar e o que fizemos ou conquistamos até hoje, pode já não ser um diferencial amanhã.
Com a chegada da arrogância nos tornamos mais críticos em relação aos outros e deixamos de olhar para nós mesmos. Esquecemos ou deixamos de dar valor a quem nos ajudou ou nos ajuda, quem é ou foi parceiro e até mesmo de onde viemos (nossas origens), nos supervalorizamos. Passamos a usar de forma errada a condição hierárquica, financeira, de conhecimento, de mercado, de volume de compras ou vendas, para exigir resultados, condições de atendimento, preços, entregas e volumes incompatíveis com o bom senso para uma relação sadia e duradoura entre pessoas ou empresas.
Lembre-se que grande parte de tudo que acontece na vida é passageiro. Hoje você pode estar Diretor/Gerente/Líder de Mercado e amanhã...

          O poder ou sucesso possuem o seu lado fascinante, mas podem embriagar e desconectar algumas pessoas e empresas do mundo real.

Podemos observar que sempre tem alguém torcendo contra, deixando de ajudar, de oferecer oportunidades, falando mal de pessoas ou empresas arrogantes, porque será?
Para piorar, a maioria delas não percebem, nem se enxergam nesse estado de arrogância, muito menos mensurar o quanto podem estar perdendo por essa postura.

                                                                              Diz o ditado que “Quem bate esquece, mas quem apanha guarda!”.

Todos nós, em algum momento de nossas vidas, estamos sujeitos a agir de forma arrogante. No entanto, devemos cuidar para que não se transforme numa  marca pessoal.
Alguns sintomas da arrogância são de fácil diagnóstico. As pessoas e empresas nesse estado perdem rapidamente alguns de seus sentidos, o bom senso e o poder de reação.
O primeiro sentido comprometido é a audição, passam a não mais ouvir quem tem opiniões diferentes das suas, menosprezam a opinião de quem está abaixo de seu cargo,  de sua escolaridade, de sua experiência, de seu poder econômico, de quem não faz parte de seu grupo e muitas das vezes também excluem as informações e opiniões dos mais velhos ou dos mais novos.E pior ainda, com muita freqüência passamos a não mais ouvir e dar importância às solicitações e reclamações dos clientes internos ou externos.
O segundo sentido comprometido é a visão, as pessoas e empresas se tornam míopes passam a não enxergar oportunidades e ameaças. As pequenas mudanças que ocorrem no dia a dia do mercado não são percebidas, os resultados alcançados já bastam, deixam de enxergar que outros podem estar obtendo resultados melhores ou mais rápidos, sem levar em consideração as outras opções que seus clientes podem ter para lhe atender.
Os problemas geralmente são cumulativos. Perde-se a mobilidade, as pessoas e empresas ficam lentas acomodadas, em estado de inércia. Adotam uma postura passiva ou no máximo reativa em relação ao mercado e se tornam reféns de velhos hábitos, ritos, vaidades, processos e procedimentos internos.
Em seguida  perde-se o bom senso. As empresas e pessoas passam a se relacionar, planejar, criar e produzir de dentro para fora sem levar em consideração os desejos e necessidades dos seus interlocutores, clientes, consumidores, fornecedores e concorrentes. Se encastelam em suas verdades, vaidades, egos, paradigmas e cultura corporativa, passando a desconsiderar a dinâmica e evolução do mercado e das relações pessoais.
                                                                                                           Portanto, fique atento com você e sua organização.
                                                                                                              Atenção, educação e respeito nunca é demais.



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